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Pistoleiro confirma participação no assassinato do prefeito de Aurelino Leal


             O atual prefeito do município de Aurelino Leal, Giovani Lopes Gagliano (PTN), é, segundo o pistoleiro José Renato Domiciano dos Santos, o “Renato Corcoran”, a o mandante do assassinato do seu antecessor no cargo, Gilberto Ramos Andrade (PR), de 48 anos, crime ocorrido em 5 de maio último. “Renato Corcoran”, preso ontem (15) em Camacan, foi apresentado à imprensa, hoje (16) pela manhã, no Gabinete do delegado chefe da Polícia Civil, João Laranjeira, na Piedade, e confirmou a versão, acrescentando ter sido contratado para dirigir o carro e conduzir Israel Santana, autor do disparo contra a vítima.
              Ele contou aos repórteres que Gagliano se uniu ao ex-prefeito do município, José Augusto Neto (também já preso), e juntos tramaram a morte de Gilberto Andrade. Diante disso, o delegado André Viana, atual coordenador da Polícia Civil de Ilhéus, pediu a prisão preventiva de Giovani Gagliano, que já responde por assassinato ocorrido em 1992, em Salvador.
              A Polícia Civil esclareceu o assassinato no dia 9, quatro dias depois do ocorrido com a prisão de Leonardo Ramos Santos, que confessou ter intermediado a contratação dos dois pistoleiros, que executaram o prefeito. Uma peça do automóvel encontrada no local do crime foi a pista que levou ao Corsa Sedan utilizado pelos pistoleiros. Por meio da numeração da peça, a Polícia chegou até a locadora, onde o carro foi alugado e, na seqüência das investigações, identificou o intermediário Leonardo Santos. No dia 10, o carro foi localizado.
              O assassinato ocorreu no sábado, 5 de maio, na margem da rodovia BR-101, entrada da Fazenda Santa Cruz. Acusado de ser o mandante do crime, o ex-prefeito de Aurelino Leal, José Augusto Neto, vinha cobrando uma dívida de R$ 420 mil em precatórios do município e a vítima estaria protelando o pagamento.
              Amigo do ex-prefeito, Leonardo Santos declarou, em depoimento ao delegado Jorge Luiz dos Santos, então coordenador da 7ª Coorpin (Ilhéus), que José Augusto mandou que ele contratasse os matadores em Itabuna, os quais receberiam R$ 20 mil pelo homicídio. Um deles é José Renato Domiciano dos Santos, o “Renato Corcoran”. O segundo autor material do crime foi identificado como Israel Santana, assaltante e homicida morto em junho em confronto com a Polícia Militar, depois do assalto a um posto bancário no município de Mascote, sul da Bahia.
              Leonardo confirmou que o motivo do crime seria a pendência com os precatórios e a possibilidade de “Renato Corcoran” receber o pagamento depois da posse do vice-prefeito, Giovani Lopes Gagliano. Disse ainda que nada ganhou pela contratação dos pistoleiros, mas teve a promessa de uma recompensa futura. Os pistoleiros não chegaram a receber o pagamento da empreitada, que seria feito na sexta-feira seguinte, dia 11.
              Os envolvidos na empreitada tiveram prisões decretadas pelo juiz Gláucio Rogério Lopes Klipel, da Comarca de Aurelino Leal, atendendo à representação feita pelo delegado Jorge Luiz dos Santos. O ex-prefeito José Augusto Neto prestou depoimento na tarde do dia 9, na Delegacia de Aurelino Leal, permanecendo preso.
              O automóvel utilizado pelos pistoleiros (um Corsa Sedan, pertencente a uma locadora de Ilhéus) foi apreendido e periciado. Gilberto de Andrade morreu com um tiro do lado do tórax, à altura das costelas. Ainda com vida, chegou a ser conduzido para um hospital da região.
             
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